Alternativa pouco executada
em Goiânia, a parede diafragma é considerada um método mais sustentável de
contenções, porque evita a movimentação natural das águas do lençol freático.
Consciente Construtora e Incorporadora optou por esta solução na obra do Nexus
Shopping & Business
A despeito do avanço da
construção civil ao longo da história, um dos grandes desafios é a redução de
impactos ambientais. Técnicas e métodos vêm sendo estudados para que se
preserve ao máximo o entorno de uma obra, assim como diminuir suas
reverberações em todo o ecossistema. Uma dessas soluções são as chamadas
paredes diafragma, técnica de contenção comumente usada em cidades litorâneas,
devido a presença de agua na superfície. Esta solução foi escolhida para ser
implantada na obra do Nexus Shopping & Business, complexo que une shopping,
hotel, convenções, torres office e corporate em construção no Setor Marista, em
Goiânia.
O método descarta a
utilização de rebaixamento do lençol freático e, conforme explica um dos
engenheiros civis da obra, Julliano Nascimento, “esta é uma alternativa mais
sustentável para a cidade e para a vizinhança, porque não altera o sistema
hídrico do lençol freático, mantendo seus níveis originais em todo o perímetro
da obra, e proximidades”.
Caso houvesse optado pelo
rebaixamento do lençol freático no Nexus Shopping & Business, seria
necessário efetuar intervenções no asfalto da Avenida D e na Rua 23 para
implantar a tubulação necessária para transportar a água até à Praça Léo Lynce,
onde há uma trincheira, que é um dispositivo de infiltração, explica o
engenheiro. “A vizinhança e as pessoas que transita por estas avenidas foram
poupados desse transtorno e o meio ambiente está sendo menos impactado”, diz o
engenheiro.
As paredes diafragma são
construídas no subsolo. Tomando os devidos cuidados de contenção, o terreno é
escavado até o nível em que o solo torna-se impenetrável, com baixa
permeabilidade, e, em todo seu perímetro são erguidas paredes de concreto, ou
muros, formando, no final, algo similar a uma imensa ‘piscina seca’. “O
resultado é o terreno com uma superfície seca, sem a necessidade de drenagem
contínua”, explica o engenheiro.
O Nexus recebeu uma ‘piscina
seca’ de quase 5.030m², área total de paredes de contenção executada. Durante o
processo de escavação das paredes diafragmas, com o auxílio da estabilização do
solo por meio de lama bentonítica, foram retirados cerca de 2.600m³ de terra, o
equivalente 217 caminhões. O passo seguinte foi a montagem das armações em aço,
com auxílio de guindastes de grande porte. Depois, os painéis foram preenchidos
com concreto. Só para estas cortinas, foram utilizados 2.050m³ de concreto, o
que representa cerca 256 caminhões de concreto.
As paredes diafragma foram construídas e instaladas em
profundidades que variam entre 12 e 15 metros de profundidade. Nesse nível, a
água não percola, de acordo com laudo realizado pelo engenheiro Frederico
Falconi, um dos especialistas da área, e um dos mais respeitados no país. O
modelo atende às especificações da Certificação Leed (Leadership in Energy and
Enviromental Design), uma das mais respeitadas certificações internacionais,
voltadas para construções sustentáveis, concebida e concedida pela organização
americana Green Building Council (USGBC). A obra do Nexus Shopping &
Business está sendo executada para obtenção dessa certificação.