Nexus usa método sustentável para evitar rebaixamento de lençol freático em obra de Goiânia

Nexus usa método sustentável para evitar rebaixamento de lençol freático em obra de Goiânia
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Publicado em 30/11/-0001

Alternativa pouco executada em Goiânia, a parede diafragma é considerada um método mais sustentável de contenções, porque evita a movimentação natural das águas do lençol freático. Consciente Construtora e Incorporadora optou por esta solução na obra do Nexus Shopping & Business

A despeito do avanço da construção civil ao longo da história, um dos grandes desafios é a redução de impactos ambientais. Técnicas e métodos vêm sendo estudados para que se preserve ao máximo o entorno de uma obra, assim como diminuir suas reverberações em todo o ecossistema. Uma dessas soluções são as chamadas paredes diafragma, técnica de contenção comumente usada em cidades litorâneas, devido a presença de agua na superfície. Esta solução foi escolhida para ser implantada na obra do Nexus Shopping & Business, complexo que une shopping, hotel, convenções, torres office e corporate em construção no Setor Marista, em Goiânia.

O método descarta a utilização de rebaixamento do lençol freático e, conforme explica um dos engenheiros civis da obra, Julliano Nascimento, “esta é uma alternativa mais sustentável para a cidade e para a vizinhança, porque não altera o sistema hídrico do lençol freático, mantendo seus níveis originais em todo o perímetro da obra, e proximidades”.

Caso houvesse optado pelo rebaixamento do lençol freático no Nexus Shopping & Business, seria necessário efetuar intervenções no asfalto da Avenida D e na Rua 23 para implantar a tubulação necessária para transportar a água até à Praça Léo Lynce, onde há uma trincheira, que é um dispositivo de infiltração, explica o engenheiro. “A vizinhança e as pessoas que transita por estas avenidas foram poupados desse transtorno e o meio ambiente está sendo menos impactado”, diz o engenheiro.

As paredes diafragma são construídas no subsolo. Tomando os devidos cuidados de contenção, o terreno é escavado até o nível em que o solo torna-se impenetrável, com baixa permeabilidade, e, em todo seu perímetro são erguidas paredes de concreto, ou muros, formando, no final, algo similar a uma imensa ‘piscina seca’. “O resultado é o terreno com uma superfície seca, sem a necessidade de drenagem contínua”, explica o engenheiro.

O Nexus recebeu uma ‘piscina seca’ de quase 5.030m², área total de paredes de contenção executada. Durante o processo de escavação das paredes diafragmas, com o auxílio da estabilização do solo por meio de lama bentonítica, foram retirados cerca de 2.600m³ de terra, o equivalente 217 caminhões. O passo seguinte foi a montagem das armações em aço, com auxílio de guindastes de grande porte. Depois, os painéis foram preenchidos com concreto. Só para estas cortinas, foram utilizados 2.050m³ de concreto, o que representa cerca 256 caminhões de concreto.

As paredes diafragma foram construídas e instaladas em profundidades que variam entre 12 e 15 metros de profundidade. Nesse nível, a água não percola, de acordo com laudo realizado pelo engenheiro Frederico Falconi, um dos especialistas da área, e um dos mais respeitados no país. O modelo atende às especificações da Certificação Leed (Leadership in Energy and Enviromental Design), uma das mais respeitadas certificações internacionais, voltadas para construções sustentáveis, concebida e concedida pela organização americana Green Building Council (USGBC). A obra do Nexus Shopping & Business está sendo executada para obtenção dessa certificação.

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